Bolsa no longo prazo… A mania é MUNDIAL !

Há algum tempo atrás cruzei com um artigo publicado no O Globo que preconizava o discurso do investimento de longo prazo. Foi na coluna do Mauro Halfeld e dizia como é fascinante observar os mercados, mas também como é frustrante prevê-los.

Todas as vezes que aparece uma regra construída com base no passado recente, existe um grande perigo de ela desaparecer no momento seguinte. Esse aspecto traiçoeiro já levou milhares de participantes à ruína. Entretanto, ao ampliar o horizonte de uma análise, teremos mais espaço para isolar as manias relativas do curto prazo.”

E depois disso o artigo apresentava um estudo, que inclusive até hoje não consegui recebe-lo na íntegra, que três pesquisadores da London Business Schoool (LBS), colocaram a disposição do mundo o histórico de 101 anos de negócios no mercado financeiro em 16 países diferentes. Eles consideraram que todos os benefícios recebidos na forma de juros ou de dividendos tenham sido replicados em carteiras idênticas aos índices que foram analisados.

Em todos os países, os otimistas que acreditaram em ações foram os campeões do longo prazo do século 20. Nos USA, as ações renderam, em média, 10,1% a.a., em termos nominais, e 6,7% a.a., em termos reais. Cada dólar aplicado no mercado de ações no inicio do século foi transformado em 700 dólares, já livres do efeito da inflação. O mercado mais rentável foi o da Suécia, com um rendimento que chegou a 7, 6% a.a.. o pior foi o da Bélgica, com um retorno real médio anual de 2,5%.

O século 20 não foi bom para os investidores de renda fixa. Nos USA, os ganhos reais dos papeis de longo prazo foram de pífios 1,6% a.a. os títulos de curto prazo renderam menos ainda: somente 0,9% a.a., em termos gerais.

O Brasil não estava neste estudo, mas a certeza de que uma taxa de juros real de 13,2% a.a. (média destes últimos anos desde o Plano Real) contra 0,4% na Austrália, 1,7% no Canadá, 1,3% na Irlanda, 2% na Suécia, 1% no U.K., 0,9% nos USA não poderá sobrevier por muito tempo. Não levaria o Brasil para um bom destino.

Vale a ressalva de que todos os analistas dos maiores bancos, assets e corretoras apostam numa queda brusca da Selic para 2007.
Bom para a bolsa… nas apostas de longo prazo… É claro!

Um BOM BRASIL para todos.

ps.: vide o link “Nossa Missão / Disclaimer”

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