O Brasil Continua PRONTO para você…
Quem diria… quando paramos o Blog, em janeiro de 2007, o Ibovespa saiu de 45.382 pontos em 02/01, chegou em 05/03 na mínima de 41.179 perdendo 9,26% e hoje (30/04) está com 48.956, acumulando assim um ganho de 7,87% em relação a posição de 02/01 (4 meses) ou 18,9% em relação a posição de 05/03.
Montanha Russa… que no longo prazo mais uma vez se prova vencedora…
Convido vocês a conhecerem a visão da Sra. Maria Fernanda Delmas, editora assistente de economia do jornal O Globo, e jornalista da área de economia desde 1996.
Boa leitura!
1. Por que, na sua visão, o Brasil está pronto para receber as pessoas físicas na bolsa de valores?
Minha geração cresceu ouvindo que o bom era conseguir a casa própria, e que riqueza era um sonho distante da classe média. Bolsa era cassino, e a noção de investimento factível era a renda fixa. Mas o que vemos é um país de economia cada vez mais estável (apesar de ter ainda um caminhão de problemas a resolver), com um ambiente de juros em queda, o que vem tirando a atratividade da renda fixa. Então, o investimento em ações passou a ser uma opção real para mais e mais pessoas. Por necessidade de proteger o bolso, acho que o Brasil está quebrando suas resistências culturais e enxergando que o investimento em ações não é um jogo, se for feito com seriedade e com o sentido de longo prazo. As experiências de quem já está dentro do mercado têm mostrado que é possível formar um patrimônio considerável na bolsa, sem ser aventureiro. As empresas também estão amadurecendo e passando a ter mais respeito pelo acionista minoritário, o que ajuda a atrair gente para o mercado de ações.
2. O que a motivou, principalmente, a participar de um projeto como este: ajudar a escrever um livro que tem como objetivo desmistificar o mito da “bolsa de valores inatingível” para as pessoas físicas?
Comecei a ver que muitos amigos passaram a se interessar por bolsa de valores, a trocar idéias sobre isso, mas tinham muitas dúvidas e, ainda, muito medo. Na verdade, muitas vezes falta que alguém estenda o tal tapete vermelho para que eles entrem. Os leitores de jornal também têm se mostrado muito interessados nesse assunto. Vi no livro a oportunidade de ajudar a fazer quase que um manual para o investidor iniciante, esclarecendo as regras e os riscos. Um pulo-do-gato. E o momento é muito propício. As aberturas de capital de empresas têm acontecido com uma velocidade impressionante, e o investidor precisa saber separar o joio do trigo.
3. Qual a sua recomendação para uma pessoa física que queira experimentar a BOVESPA?
Informação, informação e informação - sobre as opções que se apresentam no mercado, sobre os riscos do negócio, sobre as regras e a natureza do investimento em bolsa de valores. Quem investe em bolsa para formar patrimônio precisa ter em mente, por exemplo, que não pode precisar daquele dinheiro no dia seguinte. Leia análises e notícias em jornais, sites e blogs, procure relatórios de corretoras e se aproxime de pessoas idôneas nesse mercado. Também é preciso lembrar que não há regras rígidas. Cada investidor tem um perfil, uma necessidade diferente. O que é bom para um pode não ser bom para outro. Fórmulas prontas podem levar a erros muito grandes.
4. Você faria alguma analogia do Brasil de hoje com os EUA de ontem?
O Brasil caminha para que a bolsa de valores se torne um investimento natural na vida das pessoas, em vez de um bicho-de-sete cabeças. Nos Estados Unidos, ações são parte fundamental da poupança das famílias, e ninguém enxerga isso como cassino. As empresas sólidas e que não passam a perna nos acionistas tendem a atrair mais investidores, e eles, por outro lado, terão ativos mais seguros.