Chegou finalmente a Sexta-Feira que sucedeu a Quinta-Feira 13…
Parecia que a abertura do mercado desta última sexta feira, dia 14, seria mais um daqueles dias tranqüilos a espera do resultado da reunião do Fed, que acontecerá na próxima terça-feira dia 18.
As expectativas dos gestores de fundos americanos apostavam numa queda de mais de 0,5%. Mas diante das péssimas notícias do dia 13, a chamada quinta feira 13, praticamente 100% deles passaram a apostar numa queda ainda maior, que chegaria a 0,75 ponto percentual, assim derrubando a taxa básica de juros americana para 2,25% ao ano. Se lembrarmos que a 6 meses atrás, esta mesma taxa era mais que o dobro deste valor, os problemas parecem vir ainda mais a tona.
Animada com os resultados positivos nas vendas de varejo brasileira que cresceram em todos os setores, e com a notícia de queda na inflação dos EUA que ajudaria numa baixa ainda maior na taxa básica de juros americana, a bolsa de valores de São Paulo abriu com forte valorização e apenas 14 minutos após sua abertura o Ibovespa já subia 1,09%.
Ouvi de um investidor, “O CPI (índice de inflação norte-americano) foi um alívio e a abertura do mercado esta dada, agora é esperar o desenrolar do dia”. A insegurança deste investidor não poderia ter acontecido em melhor hora, isso porque nem 1h depois da abertura do índice, o Ibovespa reverteu sua tendência inicial e passou a operar em baixa.
Já as 10:55 o índice cedia -0,46% e esta tendência perdurou até o final do dia, no qual o Ibovespa fechou em baixa destes mesmo 0,46%. Mas é importante ressaltar aqui que a oscilação do índice foi muito maior e chegou na mínima do dia a -2,52%.
Mais uma vez os problemas que tomaram conta do cenário, foram os mesmos do dia anterior, com o CEO do banco Bear Stearns agora garantindo que a liquidez do 5º maior banco de investimento dos EUA havia se deteriorado significativamente. Diante disso as ações do banco que fecharam o dia anterior com forte queda chegaram a cair mais de 42%.
Entretanto, não pretendo hoje fazer muitas delongas sobre as notícias que movimentaram os mercados acionários nesta última sexta feira. Isso porque apenas um assunto chamou minha atenção de forma significativa, e que corrobora ainda mais tudo que venho falando sobre o MELHOR MOMENTO ECONOMICO DA HISTÓRIA DO BRASIL.
Trata-se de matéria especial publicada no jornal THE GARDIAN, que é um dos jornais mais respeitados na Inglaterra. Segundo o jornal britânico “O BRASIL SE TORNOU ATOR ECONÔMICO DE PESO NO CENÁRIO MUNDUAL”. .
Vejam na íntegra a matéria publicada pela BBC Brasil, fazendo comentários sobre a matéria do “The Gardian”:
No caderno intitulado “Terra de Contrastes”, o jornal faz uma análise dos setores de economia, agricultura, energia, saúde e cultura, além de um perfil do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da cidade de São Paulo, que chama de “a cidade do futuro”.
Segundo o “The Guardian”, quando se pensa “na exuberância brasileira”, a primeira coisa que vem à mente, dificilmente, será a economia, já que o Brasil “é a terra do carnaval”.
“Mas visualize isso: um país em que o fluxo de investimentos atingiu níveis recordes, onde a exportação de tudo, desde soja a bio-combustíveis, está aumentando e onde a renda dos ricos e pobres está crescendo e impulsionando um boom de crescimento.”
A reportagem afirma que o Brasil “parece ter entrado em uma nova fase de expansão sustentável que poderia, finalmente, destrancar o vasto potencial do país”.
Segundo o jornal, os números vão “de bons a espetaculares: 1,4 milhão de empregos criados todos os anos; mais de US$ 100 bilhões em reservas (que excedem a dívida externa e tornam o Brasil credor internacional); 4,7% de inflação, o que é ‘manso’ pelos padrões brasileiros; 4% de crescimento econômico, e uma ligeira aproximação na diferença com a China. Ah, e no ano passado o mercado de ações cresceu em 60%“.
Segundo analistas ouvidos pelo “Guardian”, o crescimento é equilibrado e o país estaria menos vulnerável hoje.
“Analistas concordam que a forte demanda doméstica, a estabilidade financeira e exportações bem distribuídas internacionalmente oferecem alguma proteção contra o desaquecimento americano. Quando o mundo pega uma gripe, o Brasil não mais pega uma pneumonia.”
O “The Guardian” destaca que agora, além do samba e jogadores de futebol, o Brasil também exporta carros e aviões, notadamente aviões executivos e de passageiros da Embraer, mas afirma que apesar do crescimento, o país ainda enfrenta vastos problemas sociais e ambientais.
“Há um lado escuro do crescimento. Ambientalistas levantam o alarme de que o cultivo de cana e soja estão empurrando o rebanho de gado para o norte, na Amazônia, acelerando o desmatamento. As condições dos trabalhadores de algumas dessas plantações já foram comparadas à escravidão.”
“O crescimento ainda provocou gargalos de infra-estrutura horrendos. Os engarrafamentos em São Paulo pioram a cada mês, os portos não conseguem acompanhar o ritmo do volume de navios e as viagens aéreas freqüentemente se tornam caóticas.”
De acordo com políticos entrevistados pelo jornal, estes seriam problemas normais do processo de amadurecimento do país.
O “The Guardian” ainda destaca a desigualdade entre ricos e pobres e a violência nas favelas: “A guerra de gangues e a brutalidade policial permanecem enraizadas aqui, bem como a extrema desigualdade. Algumas favelas, com sua legião de crianças de rua e barracos de madeira e plástico, poderiam passar pelas regiões mais empobrecidas da África subsaariana. Exceto pelo fato de que helicópteros sobrevoam a região, transportando os super-ricos para compras com hora marcada com Gucci e Jimmy Choo”.Críticos ouvidos pelo jornal ainda dizem que o crescimento do Brasil impressiona, mas é vazio, “como um carro alegórico de Carnaval, porque se apóia em condições globais benignas e no crescimento do crédito doméstico enquanto foge à difícil tarefa de construir uma economia competitiva”.
O “The Guardian” conclui comentando que o Brasil era conhecido como o país do futuro. “O futuro ainda não chegou, mas está mais perto agora do que já esteve em várias gerações.”
Se algum de vocês leitores ainda não acreditavam que o esse é o momento para começar a aprender e a investir em ações no BRASIL, de certo agora deve ter passado a acreditar, pois até mesmo os “gringos” já estão apostando alto no Brasil. SOMOS A BOLA DA VEZ !!!! Pelo menos para os editores britânicos do The Guardian.
Excelentes Investimentos e um BOM BRASIL para TODOS!!!