15 Corretoras Sugerem Ações para Junho - Direto do Portal da Exame !
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Com a tendência de alta nos juros, papéis das empresas de varejo perdem espaço nas carteiras sugeridas; Vale e Petrobras mantêm liderança nas recomendações.
O aumento da inflação já está provocando mudanças nas estratégias de investimento das corretoras. O varejo, que até agora era visto como um dos setores de maior potencial na Bolsa, está deixando de fazer parte da lista dos preferidos dos analistas. Aos poucos, as instituições estão substituindo os papéis do setor por outros, temerosas dos efeitos que a provável alta nos juros pode causar.
A Planner, por exemplo, retirou de sua carteira a ação do Pão de Açúcar. Já a SLW, além do Pão de Açúcar, cortou também Lojas Renner, enquanto o Unibanco e o HSBC eliminaram o papel da B2W. Em relatório, o HSBC afirma que “por ser altamente dependente do crédito, o setor de varejo poderá ser afetado com a menor expansão e maior custo do crédito. Desta forma, a estratégia para o mês corrente será a de priorizar os setores com menor exposição ao crédito e, também, ao consumo interno, em especial para bens de consumo duráveis”. Por isso, a unit do Unibanco também foi excluída da lista de indicações para compra.
Nesta quarta-feira (4/6), o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu subir em 0,5 ponto percentual a taxa básica de juros (Selic), que passou de 11,75% para 12,25% ao ano. Essa foi a segunda alta consecutiva, após um período de três anos sem elevação da taxa.
Os indicadores de inflação mostraram que o reajuste promovido pelo Copom em abril não foi suficiente para frear a alta dos preços. O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que serve de referência para a meta de inflação do ano, registra em 12 meses alta de 5,04% - acima da meta de 4,5% fixada pelo governo para 2008.
Vale e Petrobras:
Se por um lado a disparada da inflação derruba as projeções do varejo, por outro, mantém em alta as expectativas para os papéis de Vale do Rio Doce e Petrobras. As duas companhias são as mais recomendadas pelas corretoras, fazendo parte de praticamente todas as carteiras sugeridas.
O preço do petróleo acima de 120 dólares o barril - o maior patamar já registrado na história -, e as recentes descobertas de campos de extração colocam a Petrobras em situação confortável. Nos cinco primeiros meses de 2008, os papéis da companhia subiram 10%, e as corretoras projetam mais uma alta de até 35% para as ações até o final do ano.
Para os papéis da Vale as estimativas também são otimistas. No ano, as ações acumulam alta um pouco menor, de 8%, mas as previsões apontam potencial de valorização de até 47% em 2008. O reajuste nos preços do minério de ferro deve começar a aparecer nos resultados do segundo trimestre e, pelo menos por enquanto, não há sinais de arrefecimento na demanda.
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Bons Investimentos e um BOM BRASIL para TODOS.